A Wintermute USA conseguiu registro como corretora nos Estados Unidos e já tem emissores de ETF entre os clientes, segundo o Wall Street Journal. Com isso, a empresa passa a poder pedir autorização para atuar como formadora de mercado em bolsas americanas, embora essa etapa ainda dependa de novas aprovações.
O que aconteceu: o CEO Evgeny Gaevoy afirmou que a meta é competir com Jump Trading, Jane Street e Citadel Securities em um prazo de três a cinco anos. O plano começa por mercados mais próximos da operação atual da empresa, como commodities e ETFs de ativos digitais, e depois mira ações tokenizadas (versões digitais de ações negociadas em infraestrutura de blockchain), se houver liberação regulatória.
Em números: o iShares Bitcoin Trust da BlackRock tinha US$ 43,2 bilhões (aprox. R$ 250,6 bi) no fim de junho. Hoje, 12 empresas estão autorizadas a criar e resgatar cotas do fundo, mecanismo que ajuda o ETF a acompanhar o valor dos ativos que carrega. Nenhuma delas é uma companhia de cripto; entre os nomes citados no prospecto estão Jane Street, Citadel Securities, Virtu Americas, Goldman Sachs e JPMorgan.
O desafio é grande. Na NYSE, só três companhias têm status de formadora de mercado designada: Citadel Securities, Virtu Americas e GTS Securities. A Citadel responde por mais de 1.900 ações, cerca de 62% das listagens da bolsa, e foi escolhida por mais de 80% dos IPOs recentes. Para ter esse status, a empresa precisa manter ao menos US$ 75 milhões (aprox. R$ 435 mi) em capital antes do risco de inventário.
Por que importa: a Wintermute aposta no avanço do fluxo institucional. Segundo dados internos da empresa, investidores institucionais responderam por do volume à vista no mercado de balcão (, negociações feitas diretamente entre as partes) no primeiro semestre de , ante um ano antes. A sede em foi aberta em maio de , e a companhia contratou , ex-, para liderar as relações institucionais.




