O XRP alcançou um marco raro no mercado cripto: segue no top 10 por valor de mercado em todos os anos desde 2014, de acordo com dados da CoinGecko. Entre as altcoins, nenhuma outra sustentou essa presença de forma contínua por mais de uma década.

O que aconteceu: em 2014, o XRP aparecia na oitava posição, com valor de mercado perto de US$ 32 milhões (aprox. R$ 184 milhões), o equivalente a 0,3% do total das dez maiores daquele momento. Em 2015, subiu para o segundo lugar, atrás apenas do Bitcoin. Depois, ficou em terceiro em 2017, 2018 e 2019.

Por que importa: o ranking considera o valor de mercado, ou seja, a soma de todos os tokens em circulação. Ao longo desse período, projetos como Litecoin, Dash, NEM, Namecoin e Peercoin passaram pelo grupo das dez maiores e depois perderam espaço. O XRP seguiu entre os principais ativos mesmo com mudanças de ciclo, novas narrativas e a entrada de stablecoins e tokens de layer-1.

A fase mais difícil dessa trajetória veio entre 2020 e 2023, quando a SEC processou a Ripple, empresa ligada ao desenvolvimento do XRP, e o token foi retirado de grandes exchanges. Ainda assim, manteve valor de mercado suficiente para continuar entre os destaques do setor. Segundo a CoinGecko, essa resiliência está ligada à demanda institucional e ao uso em pagamentos internacionais.

Em 2025, o XRP chegou à quarta posição, com valor de mercado próximo de US$ 127,9 bilhões (aprox. R$ 742 bi), fatia de 4,3% do grupo das dez maiores. O ativo era negociado perto de US$ 1,10 (aprox. R$ 6,38) e, mesmo após recuar para US$ 1,05 (aprox. R$ 6,09), recuperou terreno e preservou seu lugar entre os principais nomes do mercado.