O XRP passou a ser negociado na região de US$ 1,35 depois de perder o suporte de US$ 1,40, em uma sessão marcada por forte pressão vendedora concentrada em poucos minutos. Nas 24 horas anteriores à análise, a queda acumulada ficou entre 2,92% e 4,13%, em um movimento que saiu de uma área próxima de US$ 1,45 e encontrou sustentação apenas em um nível considerado frágil.

Segundo os dados citados na origem, o volume negociado no período superou US$ 2,6 bilhões, sinal de que havia liquidez no mercado. Ainda assim, a concentração das ordens de venda em um intervalo muito curto anulou esse efeito de amortecimento, reforçando a leitura de que o recuo foi impulsionado por liquidações automáticas de posições alavancadas, e não por uma realização gradual.

O que pressionou o preço

A quebra da faixa de US$ 1,40 acionou uma sequência de stop-loss e encerramentos automáticos de posições compradas com alavancagem. Esse tipo de mecanismo costuma ampliar a queda: uma liquidação empurra o preço para baixo, ativa novos gatilhos e alimenta outra rodada de vendas.

Além disso, a origem destaca que o Polymarket atribuía 100% de probabilidade para o XRP permanecer entre US$ 1,30 e US$ 1,40 na véspera da baixa. Esse consenso em torno da mesma faixa de preço pode ter concentrado ordens nos extremos do intervalo, tornando o rompimento mais intenso. Nos derivativos, os contratos futuros de XRP para março de 2026 eram negociados a €1,36 na Coinbase, em linha com o mercado à vista.

Estrutura do mercado e impacto local

Mesmo com a correção, o XRP segue entre os maiores criptoativos do mercado, com capitalização entre US$ 81 bilhões e US$ 83 bilhões. A origem também aponta que a onda de liquidações pode reduzir o excesso de alavancagem no curto prazo, o que tende a aliviar a pressão mecânica se o preço conseguir se manter acima de US$ 1,35.

Para o investidor brasileiro, a variação do XRP em dólar não se reflete de forma idêntica em reais, já que o câmbio adiciona uma camada extra de risco ao resultado final.

No Brasil, plataformas como Mercado Bitcoin, Foxbit e Binance Brasil oferecem negociação direta de XRP, enquanto ETFs listados na B3, como o HASH11, aparecem como alternativa de exposição indireta ao setor. A origem também lembra que operações com criptomoedas acima de R$ 35.000 no mês podem ter impacto tributário no Imposto de Renda.