O investigador de criptomoedas ZachXBT afirmou ter se infiltrado em um sindicato criminoso chinês acusado de lavar mais de US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bilhões) para hackers norte-coreanos. O relato foi publicado nas redes sociais na segunda-feira (5), após uma investigação iniciada com a observação de mais de 15 contas em grupos públicos do Telegram e do Discord.
Para ganhar a confiança dos envolvidos, ZachXBT fingiu ser um cliente e adiantou US$ 349,7 mil (aprox. R$ 2 milhões) em operações, segundo seu próprio relato. Um suspeito que usava o nome Jimmy Green no Telegram chegou a reclamar que o primeiro teste envolvia apenas 100 ETH, considerado pouco para o serviço.
A partir das conversas e das transações, o investigador mapeou conexões entre os operadores e os fundos roubados no ataque à Bybit. Green teria compartilhado três endereços da rede Solana ligados ao caso. Também enviou informações sobre transferências entre blockchains, redes que permitem movimentar criptoativos entre diferentes sistemas, e sobre operações relacionadas à Huione Guarantee e ao ataque contra a Poloniex.
O grupo dizia ter uma equipe especializada em lavar criptomoedas, evitar o congelamento de ativos e separar os fundos para dificultar o rastreamento. Em uma das mensagens, Green afirmou que havia preparado US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,8 milhões) em USDT. Mais tarde, US$ 442 mil (aprox. R$ 2,6 milhões) em USDT ligados ao esquema foram congelados pela Tether.
ZachXBT disse que perdeu 5% em cada ordem e assumiu o risco de o intermediário desaparecer com o dinheiro. Ele também afirmou esperar continuar recebendo doações e subsídios para financiar investigações desse tipo, que podem envolver exposição financeira e risco pessoal.




