A diretora executiva da Zetta, Fernanda Garibaldi, defendeu que avanços como IA e tokenização sejam usados em favor dos consumidores e da coletividade. A fala ocorreu nesta quinta-feira (10), durante o III Seminário Nacional sobre Crédito, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Garibaldi disse que a digitalização financeira dos últimos anos trouxe inovações que devem ser preservadas e ajudou a ampliar o acesso ao crédito. Mas afirmou que esse avanço não pode incentivar práticas irresponsáveis. Sobre inteligência artificial e tokenização — processo de transformar ativos ou direitos em registros digitais chamados tokens — ela resumiu: “todas essas inovações, elas devem servir aos interesses da coletividade, aos nossos interesses como consumidores”.

A Zetta é uma associação cofundada por Nubank e Mercado Pago e atua na defesa dos interesses das fintechs no Brasil. No país, a tokenização vem aparecendo em áreas como agronegócio e sistema financeiro, aproximando ferramentas do mercado cripto de estruturas tradicionais.

Para quem usa crédito, banco digital ou corretoras no Brasil, a discussão passa por um ponto central: inovação financeira ganha escala, mas também precisa de regras e responsabilidade.

A CVM também participou do debate. Otto Lobo comandou o painel “Mercado de Capitais e Crédito: Tokenização de Ativos, Inovação e Novas Estruturas de Investimentos” e citou o avanço de um grupo de trabalho sobre tokenização formado por 14 superintendentes. Segundo ele, participantes do mercado estão colaborando com a iniciativa, sem detalhar quais empresas já se envolveram.