A Anthropic lançou o Claude Fable 5.1 na terça-feira com uma trava no próprio raciocínio. Novas contas de desenvolvedores não podem mais reescrever o histórico de uma conversa mantendo o pensamento armazenado do modelo.
A empresa também apresentou a versão restrita Mythos 5.1 e diz que os dois são seus modelos mais avançados para programação e tarefas de conhecimento. Eles já estão disponíveis nas plataformas da Anthropic, Amazon Bedrock, Google Cloud e Microsoft Foundry.
O preço principal ficou no mesmo nível: US$ 10 por milhão de tokens de entrada (aprox. R$ 58) e US$ 50 por milhão de saída (aprox. R$ 290). A Anthropic afirma que leituras em cache ficaram 75% mais baratas, a US$ 0,25 por milhão (aprox. R$ 1,45), e diz que cargas típicas ficaram 25% mais baratas, enquanto tarefas complexas de agentes ficaram até 45% mais acessíveis.
Nos testes da própria empresa, o Claude Fable 5.1 marcou 52,6% no Terminal-Bench-Science 0.1, mais que o dobro dos 24,7% do Fable 5. Em programação, chegou a 55,8% no Terminal-Bench 4.0, acima do Opus 5, com 52,3%, e do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, com 37,3%. No AutomationBench, as pontuações em fluxos de trabalho empresariais chegaram a 31,4%.
Para quem usa IA no Brasil, a mudança importa porque aponta para uma tentativa de reduzir cópias de modelos caros em serviços de API, algo que pesa no custo de quem integra essas ferramentas em produtos, operações e automações.
A trava vale só para contas criadas a partir de 31 de agosto. Contas anteriores continuam liberadas, e usuários do Claude Code, Cowork e Claude.ai não veem mudanças por enquanto. A Anthropic diz ainda que a restrição deve alcançar todos os usuários em futuros modelos, e que o será descontinuado, no mínimo, em .




