A Argentina encerrou na sexta-feira (4) a segunda edição do Congresso Regional sobre Criminalística, realizado em Buenos Aires. O treinamento reuniu militares e civis para discutir crimes cibernéticos, inteligência artificial e novas técnicas de investigação.

Organizado pela Gendarmaria Nacional Argentina (GNA), o evento dedicou o último dia à perícia digital, área que examina dados e arquivos eletrônicos usados como evidência. Especialistas explicaram como rastrear transações de Bitcoin (BTC) e bloquear ativos em redes descentralizadas, sistemas que não dependem de uma única instituição para registrar operações.

Os participantes também trataram da proteção de infraestruturas críticas contra ataques cibernéticos, da resposta a incidentes e dos riscos da tecnologia quântica para a autenticidade de provas digitais. As discussões incluíram ainda a dificuldade das autoridades em acompanhar grupos criminosos equipados com tecnologia avançada e a coleta de evidências em investigações de tráfico de drogas nas fronteiras.

O comandante-geral Claudio Miguel Brilloni defendeu treinamento contínuo, adoção consciente de novas tecnologias e cooperação entre órgãos públicos para enfrentar o crime transnacional. Ao fim do congresso, autoridades entregaram certificados e prêmios a agentes da corporação.