O relatório de segurança da MetaMask publicado na terça-feira (1) colocou no topo da lista um roubo de US$ 116 milhões (aprox. R$ 672,8 milhões) em carteiras físicas Coldcard. Segundo o boletim, o ataque desviou 1.816 BTC de mais de 5,2 mil endereços e virou o maior caso já registrado contra esse tipo de dispositivo no mercado de criptoativos.

A falha teria começado com um erro de programação em março de 2021 nos aparelhos da Coinkite, fabricante da Coldcard. O problema desativou o gerador físico de números aleatórios e enfraqueceu as chaves privadas, o que permitiu aos invasores descobrir as palavras secretas sem acesso físico aos equipamentos. A orientação da equipe técnica foi trocar imediatamente as contas criadas sob o código vulnerável por novos dispositivos protegidos.

O boletim também cita a ação judicial da Bybit nos Estados Unidos contra o grupo estatal Lazarus, da Coreia do Norte, por um ataque de US$ 1,5 bilhão (aprox. R$ 8,7 bilhões). A corretora conseguiu uma ordem para congelar os criptoativos desviados enquanto o caso avança na Justiça.

Para quem está no Brasil, o alerta mais prático é não compartilhar frase de recuperação com ninguém: golpes de engenharia social costumam usar dados reais de entrega e atendimento para parecer legítimos.

Outro ponto do relatório envolve a Trezor. Um prestador de serviços logísticos da fabricante sofreu uma violação em agosto que expôs nome, telefone, endereço físico e e-mail de quase 12 mil clientes em sete países, incluindo o Brasil. A MetaMask alertou para o risco de mensagens falsas criadas para roubar credenciais e lembrou que nenhum suporte legítimo pede palavras de segurança para liberar acesso a fundos.

Na parte técnica, o documento menciona iniciativas da Fundação Ethereum para se antecipar à computação quântica. O pesquisador Justin Drake afirmou que a comunidade aprovou a troca da função de resumo por alternativas já consolidadas em testes, enquanto uma proposta de sugere reformular o contrato de depósito dos validadores, hoje com mais de sob custódia (aprox. ), para aceitar chaves criptográficas maiores.