Um ataque ao Tectonic, maior protocolo de empréstimos da rede Cronos, drenou cerca de US$ 75 milhões (aprox. R$ 385,5 milhões) no domingo (30). O invasor elevou artificialmente o preço do TONIC em cerca de 100 vezes em 20 minutos e usou os tokens supervalorizados como garantia para tomar ativos mais líquidos.
Os validadores da Cronos interromperam a produção de blocos poucos minutos depois e fizeram um rollback, ou seja, restauraram a blockchain para um estado anterior ao ataque. A medida recuperou aproximadamente US$ 68,7 milhões (aprox. R$ 353,3 milhões) que ainda estavam na rede, mas cerca de US$ 6 milhões (aprox. R$ 30,8 milhões) foram transferidos para a Ethereum e continuam sob controle do invasor.
Para quem usa cripto no Brasil, o caso reforça que uma reversão de blockchain depende dos validadores e não é uma proteção disponível em todas as redes.
A rede voltou a produzir blocos na segunda-feira (31). Ryan Wyatt, CEO da Cronos, disse que a interrupção foi decidida pelos validadores para proteger os usuários após a exploração do Tectonic. Até terça-feira (1), a rede ainda não havia divulgado os detalhes técnicos do ataque, enquanto corretoras e empresas de rastreamento tentavam ajudar na recuperação dos fundos.
Segundo a TRM Labs, ataques de manipulação de preços chegaram a um recorde em 2026, com 32 casos registrados. Esse tipo de exploração representa cerca de um em cada oito ataques contra o setor cripto, ante um em cada 17 em 2022. O ataque ao Tectonic é considerado o terceiro maior da categoria, atrás dos casos envolvendo Cetus, em maio de 2025, e Mango Markets, em outubro de 2022.




