A audiência da falência da FTX chega nesta quarta-feira, às 10h30 (horário de Brasília), com uma única disputa na mesa: o pedido de Daizhuo Chen para ter uma segunda chance após perder o prazo de verificação.

O que aconteceu: Chen quer que a juíza-chefe Karen B. Owens reverta a decisão que negou a conclusão tardia das checagens. Ele cita as Regras Federais de Processo Civil 59(e) e 60(b)(2), usadas quando surgem novas evidências.

Por que importa: a verificação é etapa obrigatória para receber pagamento. O procedimento exige KYC (confirmação de identidade), envio de formulários fiscais e cadastro em BitGo, Kraken ou Payoneer. O FTX Recovery Trust informou que centenas de milhares de reivindicações já foram descartadas por não cumprir essas exigências.

Para o credor, perder prazo documental pode significar perder o direito ao pagamento, mesmo com a reivindicação reconhecida.

Em números: a FTX orientou os clientes a iniciarem a verificação até 1º de março de 2025 e concluí-la até 1º de junho de 2025, sempre até 17h de Brasília. O Trust também disse que US$ 251 mil (aprox. R$ 1,4 milhão) em USDC e USDT seguem em disputa no caso da D1 Ventures.

No Brasil: quem acompanhou a falência de perto vê um recado claro: documentação e cadastro em plataformas indicadas pelo processo pesam tanto quanto o valor da reivindicação. A audiência será realizada via Zoom, e Owens deve decidir na hora.

A massa falida já realizou quatro rodadas de pagamentos até 31 de março, com cerca de US$ 2,2 bilhões (aprox. R$ 12,7 bilhões) distribuídos. Em 31 de julho, outros US$ 900 milhões (aprox. R$ 5,2 bilhões) foram pagos, na menor distribuição feita pela FTX.