A Balancer propôs encerrar o protocolo de forma ordenada após a reestruturação não trazer a receita esperada. Marcus Hardt, CEO da Balancer Labs, afirmou que a equipe subestimou o impacto do exploit de US$ 128 milhões (aprox. R$ 742 milhões) de novembro sobre a adoção.

A proposta foi publicada por Hardt no fórum de governança da Balancer na segunda-feira. O plano inclui distribuir o tesouro restante do protocolo, avaliado em mais de US$ 9 milhões (aprox. R$ 52 milhões), aos detentores do token BAL.

A Balancer é uma exchange descentralizada, ou seja, uma plataforma para troca de criptoativos sem uma empresa intermediando diretamente cada operação. Ela também funciona como formadora automatizada de mercado, um modelo que usa pools de liquidez para permitir negociações e definir preços.

A Balancer Labs já havia encerrado suas operações em março, quando executivos decidiram manter o protocolo em uma estrutura mais enxuta. Segundo Hardt, os cortes de custos funcionaram e os produtos prometidos foram entregues, mas a v3 não conseguiu substituir a receita legada.

Para quem usa DeFi no Brasil — finanças descentralizadas, serviços cripto sem intermediário tradicional — o caso reforça um risco básico: mesmo protocolos conhecidos podem perder tração depois de falhas de segurança, e tokens de governança como BAL podem ser afetados por decisões de encerramento.