Grandes detentores de Bitcoin (BTC) voltaram a comprar com força, e os ETFs à vista também reforçaram a demanda recente. O problema é que essa recuperação ainda não se espalhou pelo mercado como um todo: a atividade na rede segue baixa, e a liquidez continua curta.
O que aconteceu: dados da CryptoQuant mostram que carteiras com mais de 10 mil BTC acumularam 46.420 BTC nos 60 dias até 9 de agosto, o maior volume desde 15 de março. No mesmo período, endereços com saldo entre 0,1 e 1 BTC reduziram posições em cerca de 9.700 BTC. Para um analista da empresa, isso mostra uma mudança clara de posicionamento, com os maiores investidores ampliando exposição enquanto os menores recuam.
A Santiment também registrou 90 carteiras com pelo menos 10 mil BTC, o maior nível em seis meses. Já os ETFs de Bitcoin à vista tiveram entrada de cerca de US$ 853,54 milhões (aprox. R$ 4,9 bi) na semana encerrada em 7 de agosto, no melhor resultado desde 17 de abril, segundo a SoSoValue.
Por que importa: os sinais de demanda institucional melhoraram, mas a base dessa recuperação ainda parece estreita. A Glassnode apontou queda no número de endereços ativos, no volume transferido e nas receitas com taxas de rede. Houve leve melhora na lucratividade, mas as perdas realizadas na blockchain ainda superam os ganhos realizados. Na prática, isso sugere que o movimento ainda não virou uma retomada ampla.
Em números: a liquidez à vista continua limitada. Segundo a CryptoQuant, o volume mensal negociado na Binance caiu cerca de 45% em julho na comparação anual, enquanto na OKX a queda foi de aproximadamente 57%. Com menos profundidade de mercado, fluxos moderados conseguem mexer mais no preço. Outro analista da plataforma apontou uma formação de topo baixista e projetou recuo para perto de US$ 51.336 (aprox. ), cerca de abaixo dos níveis atuais.




