O Banco Central do Brasil avança na contratação da Hypernative, empresa especializada no monitoramento de transações de criptomoedas e na detecção de fraudes. A plataforma teria gerado um alerta 14 horas antes da movimentação de recursos vinculados a um caso confirmado.
A solução combina monitoramento em tempo real, inteligência on-chain (análise dos registros públicos das blockchains) e informações sobre incidentes. O sistema também observa volumes de negociação, padrões de velocidade durante o dia e comportamentos sincronizados entre as principais corretoras brasileiras.
Segundo a empresa, os alertas podem permitir que corretoras congelem fundos suspeitos antes que eles deixem o sistema financeiro tradicional e sejam convertidos em criptoativos. A metodologia foi calibrada com base em incidentes do mercado brasileiro, incluindo o ataque à C&M Software, em junho de 2025, que desviou R$ 813 milhões de instituições financeiras conectadas à sua infraestrutura. Parte dos recursos foi convertida em criptomoedas, segundo a Polícia Federal.
Para o leitor no Brasil, a medida amplia a capacidade de supervisão do BCB sobre operações que conectam o real a criptoativos e corretoras locais.
O Banco Central afirmou que suas ferramentas haviam sido desenvolvidas para o sistema financeiro tradicional e não monitoravam adequadamente a Web3 (a infraestrutura de serviços e aplicações baseados em blockchain). Os testes com a Hypernative avançam agora para uma possível operação contínua de inteligência regulatória. Dados do Mercado Cripto apontam volume de R$ 932 milhões em criptomoedas negociadas contra o real nas últimas 24 horas, principalmente por meio de USDT, USDC e Bitcoin.




