A proposta da SEC para a regulação de criptoativos nos Estados Unidos pode destravar vendas públicas de tokens que há anos enfrentam barreiras no país. Pela minuta, emissores qualificados poderiam captar até US$ 75 milhões (aprox. R$ 435 milhões) em qualquer período de 12 meses.

Na prática, a leitura é que a medida pode incentivar mais apetite nas fases iniciais de captação. Isso porque projetos poderiam voltar ao mercado para levantar recursos mais de uma vez, ano após ano, à medida que desenvolvem suas redes.

Esse formato abriria caminho para um modelo escalonado de financiamento com tokens, em que investidores entram cedo apostando em avaliações mais altas no futuro. O efeito mais provável, porém, seria o aumento do FOMO (medo de ficar de fora) nas primeiras rodadas, e não necessariamente a volta de um boom amplo de ICOs (ofertas iniciais de moedas, usadas para levantar dinheiro com a venda de tokens).

Ainda assim, parte dos tokens pode continuar em uma zona cinzenta entre o que é e o que não é considerado valor mobiliário. Esse ponto segue como uma das incertezas centrais da proposta.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, mudanças na SEC costumam influenciar o humor global sobre cripto, mesmo sem alterar diretamente as regras de CVM e BCB.