A regulação das criptomoedas ganhou um tom mais técnico e menos ideológico no mercado brasileiro. Depois de episódios como Three Arrows Capital e FTX, a discussão passou a girar em torno de um ponto mais concreto: como criar regras que aumentem a segurança sem travar a inovação.
O que aconteceu: o Banco Central determinou a retenção de 24 horas em determinadas transferências com criptomoedas acima de US$ 10 mil (aprox. R$ 58 mil). A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e, segundo o texto, busca reforçar controles de segurança e melhorar a análise de risco em operações mais expostas a fraudes, golpes e lavagem de dinheiro.
Por que importa: o setor já não trata mais a ausência de regulação como solução. Entre empresas, fundos, bancos e plataformas que operam com criptoativos, o foco agora está na qualidade dessas regras e no chamado “ponto ótimo” entre proteção e liberdade para o mercado funcionar.
Para quem opera do Brasil, a mudança sinaliza mais controle sobre transações de maior valor e tende a afetar a rotina de corretoras, bancos e serviços ligados a criptoativos.
A semana também trouxe outros movimentos relevantes no setor. A Strategy vendeu mais US$ 108 milhões em Bitcoin (BTC) (aprox. R$ 626,4 milhões) e reduziu sua posição para 840.447 BTC, ante 842.138 BTC na semana anterior. Segundo os dados publicados, o preço médio de venda foi de US$ 64.262 (aprox. R$ 372,7 mil) por unidade, já com taxas descontadas.
Em paralelo, a Bitwise cortou 14% da equipe e reduziu seu quadro global para cerca de 155 funcionários. No Brasil, o Bradesco lançou uma plataforma de custódia (guarda e gestão de ativos digitais) para criptomoedas, stablecoins e outros ativos tokenizados, com a Foxbit como cliente.


