O Bitcoin (BTC) caiu para menos de US$ 77 mil (aprox. R$ 446,6 mil) nesta terça-feira, 2 de setembro, após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos realizavam novos ataques aéreos contra alvos iranianos próximos ao Estreito de Hormuz. Três dias antes, o ativo havia tocado US$ 80 mil (aprox. R$ 464 mil).
Em publicação no Truth Social, Trump disse que os ataques eram “grandes e poderosos” e os classificou como retaliação a uma tentativa fracassada do Irã de instalar minas navais no estreito. Ele também afirmou que oito mísseis iranianos lançados contra uma base dos EUA na Jordânia foram interceptados e ameaçou uma resposta “muito mais severa” em caso de nova retaliação.
Na direção oposta do BTC, o petróleo avançou. O Brent subiu de US$ 91 (aprox. R$ 527,8) para US$ 94 (aprox. R$ 545,2) por barril, com o mercado reagindo ao risco de novas interrupções em Hormuz, rota central para o comércio global de petróleo. Um analista citado na origem disse que o barril chegou a US$ 94,48 (aprox. R$ 548), alta de 4,1% no dia.
O movimento pressiona a leitura de inflação nos EUA e reduz a expectativa de cortes de juros no curto prazo, combinação que costuma pesar sobre ativos de risco. O Bitcoin, que havia encerrado a segunda-feira perto de US$ 78,5 mil (aprox. R$ 455,3 mil) a US$ 78,9 mil (aprox. R$ 457,6 mil), passou a cair entre 1,3% e 2% ao longo do dia e segue cerca de 29% abaixo da máxima histórica de outubro de 2025, acima de US$ 126 mil (aprox. R$ 730,8 mil).
Para o leitor no Brasil, esse tipo de choque externo costuma aparecer rápido no preço do em reais e nas cotações das corretoras locais, já que o mercado reage ao dólar, ao petróleo e ao apetite global por risco ao mesmo tempo.




