O Bitcoin (BTC) passou boa parte de agosto andando de lado entre US$ 62 mil (aprox. R$ 341 mil) e US$ 66 mil (aprox. R$ 363 mil). A virada veio em 19 de agosto: seis dias depois, a criptomoeda tocou cerca de US$ 81,5 mil (aprox. R$ 448 mil), uma alta de quase 27%.
Para a DefiLlama Research, em estudo feito em parceria com a Binance, o movimento não parece ter sido puxado principalmente por alavancagem — dinheiro tomado emprestado para aumentar uma posição, o que eleva bastante o risco. A análise comparou o mercado spot (compra e venda direta do ativo) com os contratos perpétuos (derivativos sem data de vencimento).
Até 18 de agosto, eram negociados 6,02 em contratos perpétuos para cada 1 no mercado à vista. Na semana da disparada, essa relação caiu para 4,97, recuo de 17,4%. O volume médio diário no spot subiu 153%, para US$ 50,79 bilhões (aprox. R$ 279,3 bilhões), enquanto os perpétuos avançaram 109%, para US$ 252,59 bilhões (aprox. R$ 1,39 trilhão).
Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos também voltaram a receber recursos antes do rompimento dos preços, depois de resgates líquidos entre 10 e 14 de agosto. No mercado de derivativos, o open interest (total de posições abertas) medido em dólar subiu de cerca de US$ 21,9 bilhões (aprox. R$ 120,5 bilhões) para quase US$ 26 bilhões (aprox. R$ 143 bilhões) em 24 de agosto. Em BTC, porém, caiu de aproximadamente 341 mil para perto de 312 mil moedas, retração de 8,5%.
Para quem acompanha cripto no Brasil, o ponto prático é simples: mesmo comprando em reais, o preço local do costuma refletir a liquidez global em dólar, especialmente o mercado spot e os fluxos dos ETFs americanos.




