Malone Lam, de 22 anos, se declarou culpado por liderar o roubo de US$ 245 milhões (aprox. R$ 1,3 bilhão) em Bitcoin. O crime ocorreu em agosto de 2024, quando o grupo fingiu ser uma equipe de suporte do Google para enganar um investidor e esvaziar sua carteira.

A operação usou engenharia social — manipulação da vítima para obter acesso a informações ou contas. Lam, que morava em Miami e é cidadão de Singapura, teria organizado o golpe, escolhido os alvos e coordenado os demais integrantes sob os apelidos “Anne Hathaway”, “$$$” e “King Greavy”. A identidade dos suspeitos acabou exposta durante uma transmissão ao vivo no Discord.

O grupo gastava os Bitcoins roubados em uma vida de luxo. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ), os integrantes chegaram a desembolsar US$ 500 mil (aprox. R$ 2,7 milhões) em uma única noite de festas, além de comprar veículos esportivos, relógios avaliados entre US$ 100 mil e US$ 500 mil (aprox. R$ 530 mil a R$ 2,7 milhões), alugar jatos particulares e manter casas em Los Angeles, nos Hamptons e em Miami. Uma Lamborghini Aventador SVJ branca apreendida levava o nome de Lam na lateral.

O comparsa Evan Tangeman, também de 22 anos, foi condenado em abril a 70 meses de prisão. A audiência de Lam está marcada para 8 de dezembro de 2026. A procuradora americana Jeanine Ferris Pirro afirmou que as autoridades continuarão trabalhando com o FBI e a unidade criminal da Receita Federal dos EUA para responsabilizar criminosos que usam tecnologia em golpes contra vítimas.

Para quem está no Brasil, o caso reforça o risco de confiar em contatos que se apresentam como suporte técnico: empresas legítimas não precisam que você entregue senhas, códigos de autenticação ou acesso à carteira de criptomoedas.