O bitcoin foi o investimento que mais rendeu em agosto entre 13 indicadores acompanhados pela consultoria Elos Ayta. O ativo avançou 26,99% no mês, enquanto o ouro subiu 9,50% e o BDRX ganhou 6,04%.
A Bolsa passou por um mês instável. O Ibovespa caiu 0,33% em agosto, mas o caminho até o fechamento foi turbulento: nos primeiros 11 pregões, o índice acumulou baixa de 6,55% e, nos dez seguintes, recuperou 6,66%.
A pressão também veio do fluxo estrangeiro. Segundo dados da B3 reunidos pela Elos Ayta, investidores de fora retiraram R$ 18,4 bilhões da Bolsa até 27 de agosto, acima do saldo positivo de R$ 17,92 bilhões acumulado no ano até a mesma data.
O salto do bitcoin em agosto não apagou o tombo no prazo mais longo. A criptomoeda ainda acumula queda de 15,42% em 2026 e recuo de 30,45% em 12 meses. Já o ouro segue na direção oposta: avança 28,06% em 12 meses e lidera o levantamento nessa janela.
No ano, o Ibovespa ainda sustenta a dianteira, com alta de 10,11%, pouco acima dos 9,27% do CDI.
Para quem está no Brasil, a leitura é clara: com juros altos, a renda fixa continua competindo bem com ações, enquanto criptomoedas seguem com oscilações fortes e risco elevado de perdas rápidas.
A renda fixa manteve o fôlego em agosto. O CDI acumula 9,27% em 2026 e 14,57% em 12 meses, e o IMA Geral sobe 8,26% no ano e 13,21% em 12 meses.




