O Bitcoin (BTC) voltou a testar os US$ 70 mil nesta quinta-feira, encerrando uma espera de 78 dias. O movimento ganhou força depois de Donald Trump dizer que uma compra “expressiva” de Bitcoin pelo governo “tem sido discutida”.
O que aconteceu: o BTC chegou a tocar US$ 70 mil na Binance e US$ 70.022 na Coinbase. Dois dias antes, estava abaixo de US$ 64 mil; no começo de julho, girava perto de US$ 62 mil.
Em números: as apostas contra a alta sofreram. Investidores com posições vendidas em cripto perderam US$ 1,23 bilhão em apenas uma hora. Um grande investidor da Hyperliquid teve liquidação total em uma posição vendida de 1.800 BTC, avaliada em cerca de US$ 117 milhões (aprox. R$ 675,3 milhões).
Para o leitor brasileiro, o foco continua sendo o mesmo: preço em dólar, liquidez global e humor dos juros nos EUA mexem com o apetite por cripto aqui também.
Por que importa: o Tesouro dos EUA anunciou que vai dobrar as recompras de títulos de longo prazo para ao menos US$ 4 bilhões por operação. O rendimento do título de 30 anos caiu de 5,337%, e crédito de longo prazo mais barato tende a favorecer ativos que não pagam renda.
Trump também não descartou a hipótese de o governo acumular mais Bitcoin. Ele disse que isso “tem sido discutido” e vinculou a ideia ao dólar. Em março de 2025, ele criou a Reserva Estratégica de Bitcoin, formada por moedas apreendidas, não por compras diretas no mercado.
Mesmo com a recuperação, o BTC segue cerca de 44% abaixo do recorde de US$ 126.080 (aprox. ), alcançado em outubro passado. A ata de julho do saiu sem ampliar o tom restritivo, e as chances de alta em setembro caíram para .




