O Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 64.797,88 (aprox. R$ 375,8 mil) na manhã desta quarta-feira (19), com ganho de 1,17% nas últimas 24 horas. O mercado global de criptomoedas subia nas primeiras horas do dia, numa tentativa de recuperar parte das perdas recentes.
O que aconteceu: no mercado tradicional, as bolsas da Ásia fecharam em forte queda. Na Europa, os principais índices também operavam no vermelho, enquanto os futuros de Nova York abriram em alta depois de uma manhã mais cautelosa.
Por que importa: a liquidez global segue no centro da leitura dos investidores. A volta de fluxos positivos para os ETFs (fundos de índice) ajuda a compensar parte da falta de dinheiro circulando no mercado, mesmo com o M2 global, indicador que mede o volume de dinheiro disponível, ainda em trajetória de alta.
Para a Bitunix, a alta dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo aumenta o custo de oportunidade de manter ativos de risco. Na prática, isso faz com que ações e criptoativos disputem espaço com aplicações consideradas mais seguras e com retorno mais atraente.
Em números: entre as maiores criptomoedas do mundo, o Ethereum (ETH) subia 1,89%, a US$ 1.929,48 (aprox. R$ 11,2 mil); a Solana (SOL) avançava 3,17%, a US$ 78,43 (aprox. R$ 454,9); e o XRP (XRP) ganhava 2,27%, para US$ 1,01 (aprox. R$ 5,9). Já a TRON (TRX) tinha alta de 0,10%, enquanto Hyperliquid (HYPE) recuava 0,30%.
Para o investidor brasileiro, esse movimento ajuda a explicar por que o preço das criptomoedas pode subir mesmo com mercados tradicionais sob pressão: parte do fluxo ainda procura risco, mas concorre com juros altos lá fora.




