O cofundador da Gemini, Cameron Winklevoss, afirmou que a disputa por capital com as ações de IA empurrou o Bitcoin (BTC) de volta para a faixa de US$ 65 mil (aprox. R$ 357,5 mil). Na avaliação dele, isso equivale a uma espécie de “máquina do tempo” para quem queria entrar no ativo em níveis bem abaixo do pico de 2025.
O que aconteceu: Winklevoss publicou no X que o mercado de IA drenou recursos que antes iam para ativos de risco como o BTC. A comparação feita por ele parte do fato de que, há um ano, o Bitcoin era negociado acima de US$ 120 mil (aprox. R$ 660 mil), enquanto agora roda perto de US$ 64.231 (aprox. R$ 353,3 mil).
Em números: o BTC atingiu US$ 126.080 (aprox. R$ 693,4 mil) em 6 de outubro de 2025 e está cerca de 49% abaixo desse recorde. O valor de mercado do ativo gira em torno de US$ 1,29 trilhão (aprox. R$ 7,1 tri), e a criptomoeda segue abaixo de US$ 80 mil (aprox. R$ 440 mil) desde a forte queda registrada em fevereiro de 2026.
Nem todos veem o preço atual como piso. Um levantamento do próprio ciclo de mercado apontou fundo perto de US$ 47 mil (aprox. R$ 258,5 mil), enquanto os ETFs de Bitcoin à vista tiveram saída de US$ 390 milhões (aprox. R$ 2,1 bi) na semana passada, em meio à alta do petróleo.
Para o leitor brasileiro, o recado é simples: preço em queda não elimina risco. Em cripto, movimentos bruscos podem continuar mesmo depois de recuos grandes.
O contexto também pesa sobre a própria Gemini. Em , os irmãos Winklevoss transferiram (aprox. ) em para carteiras da exchange, movimento lido por analistas como possível preparação para venda. A empresa ainda cortou cerca de da equipe neste ano e registrou prejuízo de (aprox. ) em .




