O BTC opera perto de US$ 64.300 (aprox. R$ 366,5 mil) depois de registrar a taxa de financiamento mais alta em 20 meses, segundo a CryptoQuant. Esse indicador mede o custo para manter posições compradas em contratos perpétuos (derivativos sem vencimento) e, quando sobe demais, mostra que o mercado ficou inclinado demais para a aposta de alta.

O que aconteceu: a pressão veio mais do varejo do que dos grandes players. Em 17 de agosto, a relação entre posições compradas e vendidas dos investidores de varejo saltou para 2,22, enquanto entre as baleias ficou em 1,47. Na prática, havia mais de duas apostas de alta para cada posição vendida entre os pequenos traders, enquanto o capital maior seguiu mais contido.

Por que importa: a última vez que a taxa de financiamento chegou a um pico semelhante foi em 20 de janeiro de 2025, quando o Bitcoin estava em US$ 102.198 (aprox. R$ 582,5 mil). Depois disso, o preço marcou um topo local e recuou. O raciocínio é simples: quando muita gente já entrou comprada, sobra menos fôlego para novas compras, e aumenta a chance de realização de lucros.

Desde 16 de agosto, o BTC subiu 3,41%, mas as posições compradas perderam força no mesmo período. Isso sugere saída de traders na alta, e não liquidação forçada. Ao mesmo tempo, o gráfico citado na análise mostra um padrão de ombro-cabeça-ombro (formação técnica que costuma indicar possível reversão de alta para queda), desenhado desde 13 de julho.

Em números: a região de US$ 61.763 (aprox. R$ 352 mil) é tratada como decisiva. Um fechamento diário abaixo desse nível pode abrir espaço para US$ 57.894 (aprox. R$ 330 mil), queda de cerca de 6,5%. Abaixo disso, outro suporte citado está em US$ 60.768 (aprox. R$ 346,4 mil). Do outro lado, um fechamento acima de US$ 65.419 (aprox. R$ 372,9 mil) reduziria o risco de correção, e força acima de (aprox. ) invalidaria essa estrutura.