A Bits of Gold, maior corretora regulada de Bitcoin e Ethereum de Israel, teve dados de 250 mil investidores expostos após uma invasão a um sistema externo. A empresa afirmou aos clientes que não houve perda de saldo nem saques indevidos, mas o caso abre um risco direto para a segurança pessoal dos usuários.
O que aconteceu: segundo a CTech, o vazamento não ocorreu dentro da própria corretora, e sim na Metabase Cloud, serviço usado pela empresa para análise de dados com inteligência artificial. Com a base da exchange conectada à plataforma, ficaram expostos dados como nome, endereço, telefone, e-mail, endereço IP, informações bancárias e endereços de criptomoedas.
Linha do tempo: a Metabase Cloud confirmou o ataque cibernético em 6 de agosto e publicou uma primeira correção de segurança. Em 12 de agosto, a empresa voltou a atualizar o sistema e informou que faria novas atualizações semanais para reforçar a proteção dos clientes.
Por que importa: mesmo sem perda de saldo, esse tipo de vazamento pode facilitar golpes de phishing (fraudes para roubar senhas e acessos), tentativas de roubo e até crimes contra a integridade física dos investidores. As autoridades de Israel já teriam sido notificadas e investigam o caso.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça um risco pouco visível no mercado cripto: mesmo quando a custódia dos ativos não é afetada, o vazamento de dados pessoais pode virar porta de entrada para golpes, invasões de contas e fraude financeira.
A Bits of Gold opera desde 2013 e foi uma das primeiras empresas a receber licença no país. Não há indicação de que o ataque à Metabase tenha relação militar, apesar do contexto de guerra em Israel, já que o incidente foi descrito como um ataque global.




