A BNB Chain informou que está tomando medidas legais contra um ex-funcionário após o uso indevido de uma carteira ligada a um tutorial da rede para lançar uma memecoin. Segundo a empresa, a ação ocorreu sem autorização nem endosso do ecossistema por trás do BNB.

O que aconteceu: a empresa afirmou, em publicação no X, que a carteira havia sido criada originalmente para um vídeo explicando como lançar tokens na BNB Chain. De acordo com o relato, o ex-funcionário manteve acesso não autorizado à frase mnemônica da carteira depois de deixar a empresa e, mais tarde, usou esse endereço para criar um novo token.

Em números: a Lookonchain disse que o ex-funcionário lançou a memecoin Asteroid Shiba (ASTEROID) e utilizou quatro carteiras recém-criadas para comprar 796,7 milhões de tokens, o equivalente a 79,67% da oferta total. Depois, essas carteiras teriam vendido 718,8 milhões de unidades por 1.103 BNB, cerca de US$ 638 mil (aprox. R$ 3,2 milhões) no momento da transação.

Por que importa: o caso expõe o risco de controle frágil sobre carteiras e credenciais em projetos de cripto. Em memecoins, esse tipo de concentração e venda rápida também acende o alerta para volatilidade extrema, esquemas de pump-and-dump e perdas pesadas para quem entra depois.

Para o leitor brasileiro, o episódio reforça um ponto básico: em tokens altamente especulativos, a maior parte do risco está menos na tecnologia e mais em quem controla as carteiras e a liquidez.