A BitMart informou no domingo (26) que vai encerrar as operações, surpreendendo o mercado. Horas depois, Nenter “Nathan” Chow disse nas redes sociais que só soube da medida quando ela já havia sido divulgada e que não foi consultado sobre o fechamento.
Segundo o executivo, ele foi avisado em 24 de julho de 2026 de que seu contrato como CEO global seria encerrado e de que seu desligamento começaria imediatamente. Chow afirmou que, desde essa data, não participou mais da gestão da empresa nem da tomada de decisões internas. Em sua declaração, disse ainda que sua preocupação agora é com os usuários e os funcionários da corretora.
Em números: a BitMart aparecia com volume de US$ 1,8 bilhão (aprox. R$ 9,9 bi) no mercado spot e US$ 7 bilhões (aprox. R$ 38,5 bi) em derivativos nas últimas 24 horas. Dados do ICO Analytics também colocavam a plataforma entre as dez mais acessadas em junho, com 11 milhões de visitas mensais.
O que aconteceu: após o anúncio, a corretora orientou clientes a sacar suas criptomoedas até 26 de agosto. Em mensagem no Telegram, a empresa reconheceu que os saques estão demorando mais que o normal por causa do volume elevado de pedidos. A Lookonchain apontou que a plataforma passou ao menos 8 horas sem processar retiradas, enquanto dados da Arkham mostravam os saques voltando a ser processados.
Por que importa: o fechamento levantou dúvidas sobre a saúde financeira da exchange porque a BitMart não publicou sua prova de reservas (relatório usado para mostrar se a empresa tem ativos suficientes para cobrir os saldos dos clientes). No CoinMarketCap, a corretora aparecia com apenas US$ 152 milhões (aprox. R$ 836 mi) ligados a alguns ativos. Na Arkham, o valor era de US$ 64 milhões (aprox. R$ 352 mi). Já o DeFiLlama mostrava somente US$ 2 milhões (aprox. ) em ativos nas carteiras identificadas.




