Brian Armstrong, CEO da Coinbase, disse que agentes de inteligência artificial devem ajudar a ampliar a adoção de criptomoedas, e não competir com o setor. A declaração veio depois de a Base superar 100 milhões de pagamentos, marco citado no título da publicação original.

O que aconteceu: no domingo, Armstrong usou o X para defender o que chamou de finanças agenciais, ou AiFi. Na visão dele, agentes de IA vão precisar de dinheiro programável para realizar pagamentos de máquina para máquina sem depender da estrutura bancária tradicional.

Pilares citados: Armstrong apontou a rede Base, a stablecoin USDC e o protocolo x402 como peças centrais dessa infraestrutura. Stablecoin é um criptoativo atrelado a outro ativo, como o dólar, para reduzir a volatilidade. Já pagamentos de máquina para máquina são transações feitas automaticamente por sistemas, sem ação humana direta.

Segundo Armstrong, o fato de a IA ser uma “megatendência” não reduz a relevância das criptomoedas. Pelo contrário: ele afirmou que essa mudança pode tornar o setor ainda mais importante, justamente porque sistemas autônomos precisariam de uma forma de pagamento nativa da internet.

Para o leitor brasileiro, a discussão importa porque reforça uma aposta crescente em pagamentos digitais programáveis, tema que também conversa com o avanço de infraestrutura financeira local e com o debate regulatório sobre criptoativos.