A CFTC abriu uma ação contra Christopher Delgado e a Goliath Ventures, acusando o executivo de operar um esquema Ponzi com criptomoedas entre 2023 e 2026. Segundo a agência, o grupo captou cerca de US$ 400 milhões (aprox. R$ 2,3 bi) de 1.600 clientes.

O que aconteceu: de acordo com a acusação, o dinheiro não era destinado a investimentos, mas ao financiamento do estilo de vida de Delgado. A lista inclui imóveis de milhões de dólares, carros de luxo, relógios, joias e outros bens. A SEC afirma ainda que ele prometia retornos mensais de 3% a 10% e garantia de devolução do capital.

Em números: a SEC diz que pelo menos US$ 51 milhões (aprox. R$ 296 mi) foram desviados para uso pessoal, incluindo imóveis, veículos de luxo, um iate e viagens. A autarquia também sustenta que recursos e criptoativos de investidores novos e antigos foram usados para pagar rendimentos prometidos a clientes anteriores, dinâmica típica de esquema Ponzi.

A CFTC informou que busca ressarcimento às vítimas, além de multas e proibições de negociação e registro contra Delgado e sua antiga empresa. Delgado foi preso em março pelo governo dos EUA em outro processo criminal sobre o mesmo caso e, segundo a própria comissão, se declarou culpado em junho.

Para o leitor brasileiro, o caso reforça um alerta básico: promessa de rendimento fixo alto em criptoativos costuma ser sinal de risco extremo, especialmente quando há garantia de retorno.

Por que importa: o presidente da CFTC, Mike Selig, afirmou que a agência seguirá combatendo fraudes, abusos e manipulações no mercado de criptoativos, ao mesmo tempo em que trabalha em regras mais claras para participantes legítimos do setor.