O Google apresentou os modelos Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold, mas a nova geração estreou com mudanças limitadas no hardware e preços maiores. Nos modelos Pro, a configuração inicial caiu de 16 GB para 12 GB de RAM, enquanto os novos aparelhos passam a apostar mais em software e recursos de IA com o chip Tensor G6.

O que aconteceu: o Pixel 11 padrão ganhou um sensor principal de câmera 56% maior, carregamento sem fio de 25W e um módulo de câmera menor. Já o Pixel 11 Pro recebeu tela mais brilhante e sensor telefoto 30% maior, mas a maior parte dos sensores permanece sem mudanças relevantes, e o Google não anunciou avanço expressivo de desempenho gráfico no Tensor G6. A empresa também retirou o sensor de temperatura corporal e adicionou o recurso de notificação por LED chamado Highlight.

Em números: o Pixel 11 parte de US$ 899 (aprox. R$ 5,2 mil), acima dos US$ 799 da geração anterior. O Pixel 11 Pro começa em US$ 1.099 (aprox. R$ 6,4 mil), o Pro XL sai por US$ 1.299 (aprox. R$ 7,5 mil) e o Pro Fold também ficou US$ 100 mais caro, com preço inicial de US$ 1.899 (aprox. R$ 11 mil) e armazenamento de 256 GB.

Por que importa: o reajuste acontece em meio à alta global no custo de memória. Segundo a TrendForce, os preços contratuais da memória móvel LPDDR5X subiram entre 78% e 83% no segundo trimestre de 2026, na comparação trimestral. Dados anteriores também indicavam que o custo de uma configuração com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento havia avançado cerca de 200% em relação ao ano anterior, à medida que fabricantes priorizam chips para infraestrutura de IA.