Andrew Forrest, fundador da Fortescue Metals Group, ganhou uma etapa importante na Justiça dos EUA contra a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp. O juiz P. Casey Pitts entendeu que a empresa destruiu ou permitiu o apagamento de dados essenciais no processo sobre anúncios fraudulentos de criptomoedas que usavam a imagem do bilionário australiano.
O que aconteceu: Forrest processou a Meta em 2022, depois de dizer que sua imagem vinha sendo usada para divulgar golpes com criptomoedas no Facebook desde 2019. Segundo a denúncia, ele apareceu em mais de 27 mil anúncios fraudulentos pagos.
Na decisão: o juiz afirmou que não era razoável dizer que a própria Meta levou dois anos para identificar seus próprios dados. Para ele, o conjunto de provas indica que a empresa tinha condição de preservar os registros finais dos anúncios, mas não fez isso. Ao mesmo tempo, classificou a conduta como negligência grave, sem concluir que houve intenção de prejudicar o caso.
A disputa ainda não terminou. Mesmo perto de completar quatro anos, o processo segue em audiência preliminar. Na defesa, a Meta cita uma lei de 1996 que, segundo seus advogados, protege empresas de internet da responsabilidade pelo conteúdo publicado por usuários. Forrest sustenta que o caso é diferente porque sua imagem foi usada em anúncios pagos e também acusa ferramentas de Inteligência Artificial da empresa de ajudarem golpistas.
Por que importa: o caso pode influenciar ações semelhantes contra grandes plataformas de tecnologia. O texto cita acusações parecidas contra Apple, por permitir o download de uma falsa carteira de criptomoedas, e contra o Google, por supostamente veicular anúncios enganosos e conviver com lives falsas no YouTube usando deepfakes de nomes como Elon Musk.




