Changpeng Zhao, o CZ, disse que pode ser estatisticamente mais seguro guardar bitcoin em corretoras do que fazer autocustódia (guardar as próprias chaves). A declaração veio depois de usuários de carteiras da Coldcard perderem um estimado de 2.054 BTC (US$ 131 milhões, aprox. R$ 714 milhões).

O ponto central da discussão é que tanto corretoras quanto autocustódia acumulam perdas relevantes. No caso das corretoras, a história inclui episódios como o hack da Mt.Gox em 2013 e a falência da FTX em 2022 por insolvência. Já na autocustódia, as perdas costumam ocorrer por extravio de frase-semente, falhas de backup, roubo de chave privada, phishing, malware, roubo de celular e até ameaças físicas.

O que dizem os números:

  • 1,57 milhão de BTC se perderam em autocustódia, ante 1,51 milhão de BTC em corretoras.
  • Em valores citados no estudo da River, isso equivale a US$ 100 bilhões (aprox. R$ 545 bilhões) e US$ 96,6 bilhões (aprox. R$ 526 bilhões), respectivamente.
  • Nas corretoras, 1,18 milhão de BTC foram perdidos por hacks, 155 mil por insolvência, 138 mil por fraude e 32 mil por falhas operacionais.

Para o leitor brasileiro, a escolha entre deixar cripto em corretora ou em autocustódia também passa por risco operacional: numa corretora, você depende da empresa; na autocustódia, depende da sua gestão de chaves e de como isso entra no seu planejamento patrimonial e sucessório.

O mesmo estudo aponta que, em dez/2025, havia 7,12 milhões de BTC em corretoras e custodiantes, contra 10,22 milhões de BTC em autocustódia. Pela proporção, as perdas representam do saldo mantido em corretoras e do saldo em autocustódia. No total, as perdas somadas chegam a , o equivalente a da oferta circulante de de bitcoins.