Desenvolvedores do Ethereum apresentaram a EIP-8361, uma proposta para reduzir as recompensas pagas aos validadores conforme o volume de ETH em staking (bloqueado para ajudar a operar e proteger a rede) aumenta. O objetivo é limitar o avanço da oferta da moeda e dar mais previsibilidade à emissão.
O que aconteceu: segundo os autores, a rede já teria segurança suficiente com o nível atual de staking, o que reduziria a necessidade de seguir ampliando os incentivos. A proposta, chamada de “queima gradual da emissão”, busca eliminar o estímulo para que o staking ultrapasse 50% da oferta total de ETH.
Em números: Jerome de Tychey afirmou que, pela curva atual, o rendimento do staking nunca cai abaixo de 1,5% ao ano, mesmo se todo o ETH estiver travado. Sem mudanças, segundo ele, a fila de entrada de validadores seguiria saturada no limite máximo de processamento, com a adição de cerca de 1,75 milhão de ETH por mês.
Os defensores da mudança dizem que a inflação prejudica principalmente pequenos validadores e pode concentrar a oferta de ETH em grandes provedores de staking. Eles também afirmam que isso enfraquece a chamada camada social da rede, vista como uma barreira em caso de comprometimento do conjunto de validadores.
Para quem acompanha cripto no Brasil, o debate importa porque mexe com o rendimento do staking de ETH e com a dinâmica de oferta da segunda maior blockchain do mercado.
Comunidade: a recepção foi mista. Parte dos investidores criticou a proposta e argumentou que cortar incentivos poderia afetar a segurança da rede. Já Stani Kulechov, fundador da Aave, disse que o Ethereum não deveria concentrar esforços em ajustar artificialmente a emissão do staking. Para ele, as prioridades no protocolo deveriam ser privacidade, escalabilidade e segurança, enquanto a camada de aplicações deveria avançar em casos de uso como , (serviços financeiros em blockchain) e (ativos do mundo real tokenizados).




