Empresas de carteiras físicas emitiram um alerta sobre uma onda de phishing ligada à Coldcard. O golpe usa e-mails falsos sobre uma suposta “auditoria coordenada de hardware” para direcionar vítimas a um site clonado que instala software de acesso remoto no dispositivo.

O que aconteceu: a mensagem fraudulenta imita uma comunicação técnica e tenta convencer o usuário a seguir um procedimento no site falso da Coldcard. Na prática, o objetivo é instalar um programa que dá acesso remoto à máquina da vítima.

Em números: as perdas associadas ao caso estão perto de US$ 130 milhões (aprox. R$ 754 milhões).

Por que importa: carteiras físicas são usadas justamente para reforçar a custódia dos criptoativos, mas ataques de phishing exploram o elo mais vulnerável: o usuário. Quando o golpe convence a pessoa a instalar um programa malicioso, o risco deixa de estar só na carteira e passa para todo o computador.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: desconfie de e-mails que peçam “verificação”, “auditoria” ou instalação de programas. Em corretoras e carteiras, confirme sempre o endereço do site antes de clicar e nunca execute arquivos enviados por mensagem.

O episódio também reforça um padrão recorrente no mercado de cripto: golpistas copiam marcas conhecidas, simulam urgência e tentam capturar o controle do dispositivo da vítima. Nesse tipo de fraude, quem cai pode perder acesso a senhas, carteiras e outros dados sensíveis.