A Freeport-McMoRan (FCX), maior produtora de cobre dos Estados Unidos, é negociada perto de US$ 66,50 (aprox. R$ 385) após uma forte alta no ano. A tese ganhou força com a combinação de oferta apertada e demanda crescente de data centers de inteligência artificial.

O que aconteceu: o cobre atingiu máxima histórica na COMEX em 12 de agosto, enquanto o contrato de curto prazo da London Metal Exchange passou a negociar com prêmio de US$ 370 por tonelada (aprox. R$ 2.146). Os estoques caíram por 42 dias consecutivos.

Por que importa: um data center de IA de um gigawatt consome cerca de 50 mil toneladas de cobre. A rede elétrica necessária para abastecer essas instalações exige ainda mais metal, o que pode acrescentar centenas de milhares de toneladas à demanda anual. A S&P Global e o International Copper Study Group apontam a inteligência artificial e a eletrificação como fatores associados a um déficit estrutural no mercado.

Para o leitor brasileiro, a alta do cobre pode afetar ações de mineradoras negociadas no exterior e fundos do setor, mas o resultado em reais também depende do câmbio e da tributação aplicável.

O lucro líquido da Freeport-McMoRan cresceu 65% no primeiro semestre, na comparação anual, impulsionado pelas operações nos Estados Unidos e pelo fortalecimento do cobre. A alavancagem operacional do setor significa que uma alta de 10% no preço do metal pode ampliar o lucro mais rapidamente quando os custos de mineração permanecem praticamente estáveis.

Dados da TipRanks mostram 10 recomendações de compra, 3 de manutenção e nenhuma indicação de venda, com preço-alvo médio de US$ 75,33 (aprox. R$ 437) para 12 meses e projeção máxima de US$ 82 (aprox. R$ 476). Barclays, Stifel e JPMorgan também elevaram ou mantiveram suas avaliações positivas. Ainda assim, o mercado é cíclico: uma queda abaixo de (aprox. ) poderia invalidar a formação técnica observada, enquanto um fechamento acima de (aprox. ) seria interpretado como rompimento, com alvo gráfico estendido em (aprox. ). Isso não elimina os riscos de volatilidade, tarifas sobre o cobre e desaceleração da demanda.