Os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA tiveram entrada líquida de US$ 924 milhões entre 24 e 28 de agosto. O destaque foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 938 milhões em aportes, segundo a SoSoValue.
Apesar da demanda, o Bitcoin continuou pressionado abaixo de US$ 80 mil. Após o discurso de Kevin Warsh no simpósio de Jackson Hole, o ativo caiu de cerca de US$ 79,5 mil para abaixo de US$ 77 mil.
A leitura do mercado mudou com o tom mais duro sobre juros e inflação. Operadores passaram a ver maior chance de alta na reunião do Fed em setembro.
A CryptoQuant também aponta uma barreira técnica perto de US$ 83 mil, ligada à média móvel de 365 dias, uma referência usada para medir tendência de longo prazo. O BTC ainda não fechou acima desse nível desde o início da alta.
Os ETFs de Ether também tiveram força, com US$ 824 milhões no mesmo intervalo. O fundo ETHA, da BlackRock, puxou a categoria e ampliou a sequência para 10 pregões seguidos de entrada.
Para o investidor no Brasil, o fluxo forte em ETFs nos EUA ajuda a mostrar apetite institucional, mas não elimina a volatilidade do BTC, que segue sensível a juros, dólar e ao humor global de risco.




