A Fundação Ethena informou que recomprou tokens bloqueados de investidores iniciais que venderam ENA depois da máxima de 10 de outubro de 2025. Após o anúncio, o token subiu 11% em 24 horas e passou a acumular alta de 56,5% na semana e 84,6% em 30 dias, negociado perto de US$ 0,155 (aprox. R$ 0,85).
Segundo a fundação, os investidores foram divididos em dois grupos. Quem vendeu qualquer quantidade de ENA no período teve os tokens ainda bloqueados recomprados; só uma carteira recusou a oferta. Já os investidores que nunca venderam receberam proposta pelo valor integral, mas nenhum aceitou. Com isso, nas palavras da própria fundação, os investidores que venderam no mercado nesse intervalo deixaram de ter saldo não adquirido que pudesse ser negociado mais adiante.
A Ethena também antecipou o fim do cronograma de desbloqueios para os investidores remanescentes. Todos esses tokens serão liberados em 5 de outubro de 2026, encerrando as liberações mensais. Os tokens da equipe seguem no calendário original, e cerca de 12% da oferta total continuará bloqueada entre equipe, ecossistema e fundação. A pressão vendedora era relevante: no início de agosto, a Ethena liberou 171,88 milhões de tokens. Dias antes, Arthur Hayes, cofundador da BitMEX, havia comprado 9,05 milhões de ENA.
Outro ponto em discussão é uma proposta de governança aberta no Snapshot até 2 de setembro. A medida prevê usar parte da receita do protocolo para recomprar ENA, mas só quando a oferta em circulação de USDe atingir US$ 7,5 bilhões (aprox. R$ 41,3 bi). Nesse nível, 5% da receita seria destinado às compras, fatia que pode subir a 20% se o suprimento chegar a US$ 20 bilhões (aprox. R$ 110,0 bi). Hoje, o USDe está perto de US$ 4,6 bilhões (aprox. R$ 25,3 bi), abaixo do gatilho previsto.




