O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (1º) a derrubada da botnet Sality, uma rede de dispositivos infectados por malware que operava desde 2003. Segundo as autoridades, ela foi usada em ataques cibernéticos e também para roubo de criptomoedas.
A operação reuniu órgãos dos EUA, Bulgária, Hungria e Romênia, além de empresas do setor privado como CrowdStrike e Shadowserver Foundation. Os domínios ligados à botnet foram apreendidos nos EUA e na Europa, e as equipes privadas ficaram responsáveis por identificar infecções e avisar as vítimas.
De acordo com a CrowdStrike, os hackers passaram a mirar criptoativos apenas a partir de 2017, embora a infraestrutura da botnet seja anterior ao próprio lançamento do Bitcoin. O governo americano disse que o malware instalava software malicioso em dispositivos comprometidos e que as vítimas, em geral, não sabiam que seus aparelhos estavam sendo usados na rede.
Para o leitor no Brasil, a ação mostra que autoridades e empresas de segurança também estão mirando crimes que podem atingir carteiras, corretoras e dispositivos usados para acessar cripto.
Os EUA não informaram quanto foi roubado nem anunciaram apreensões de criptomoedas ou prisões relacionadas ao caso. Na mesma semana, o governo americano também comunicou o confisco de US$ 560 milhões (aprox. R$ 3,2 bilhões) em criptomoedas doadas ao Hamas.




