Patrick Steven Yaroch, ex-agente supervisor do FBI, admitiu ter desviado cerca de US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,8 milhões) em criptomoedas que haviam sido apreendidas pelo governo dos Estados Unidos. Segundo documento judicial apresentado em tribunal federal, ele usou credenciais de carteiras ligadas a um país adversário para enviar os ativos a carteiras sob seu controle.

O que aconteceu: Yaroch confessou ter feito 10 transferências não autorizadas entre o fim de 2024 e o início de 2025. Parte dos recursos foi enviada para a Suilend, plataforma usada para obter rendimento com criptoativos.

Em números: depois de relatar o caso por conta própria, Yaroch foi colocado em licença administrativa na quarta-feira da semana passada, demitido e preso na sexta-feira. Na casa dele, na Virgínia, agentes apreenderam dispositivos, frases-semente (sequência de palavras que dá acesso a uma carteira) e uma carteira Trezor para acessar contas na Suilend e na corretora Kraken. Com a colaboração do ex-agente, o governo transferiu cerca de US$ 925 mil (aprox. R$ 5,4 milhões) para carteiras oficiais.

Para o leitor brasileiro, o caso mostra um risco básico do mercado: quem controla as chaves e credenciais de uma carteira controla os ativos, o que reforça a importância da custódia (guarda das criptomoedas) e de regras internas de acesso.