Dois funcionários da Binance foram detidos nos Emirados Árabes Unidos durante investigações sobre crimes financeiros, segundo o New York Times. Ambos já foram liberados; um terceiro integrante da empresa prestou esclarecimentos em uma delegacia em julho.
A Binance opera sua exchange global sob a regulação de Abu Dhabi, que concedeu à empresa três licenças em 8 de dezembro, válidas desde 5 de janeiro. Em março de 2025, o fundo público MGX investiu US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bilhões) na companhia. O pagamento foi feito em USD1, uma stablecoin (criptomoeda criada para manter valor estável) da World Liberty Financial, empresa com participação da família Trump.
Segundo fontes próximas às investigações, um funcionário de nível intermediário foi abordado em Sharjah, levado a uma delegacia e mantido sob custódia durante uma noite. A Binance informou às autoridades que os funcionários foram envolvidos em casos de fraude relacionados a clientes, mas afirmou que nenhum deles tinha ligação direta com os crimes.
A apuração ocorre em meio a outras ações contra empresas ligadas ao fluxo de recursos da exchange. Em 24 de julho, a autoridade reguladora de Dubai multou a Shelbit, uma empresa local sem licença. Cerca de US$ 4 bilhões (aprox. R$ 23,2 bilhões) passaram por contas da companhia, dos quais aproximadamente US$ 676 milhões (aprox. R$ 3,9 bilhões) tiveram a Binance como destino.
A Binance se declarou culpada nos Estados Unidos em novembro de 2023 e pagou US$ 4,32 bilhões (aprox. R$ 25,1 bilhões). O acordo prevê três anos de monitoramento externo sobre suas práticas de compliance (controles para cumprir leis e prevenir irregularidades), prazo que ainda não terminou. Em 2024, o executivo de compliance Tigran Gambaryan também ficou meses sob custódia na Nigéria antes de ser libertado após pressão diplomática dos Estados Unidos.




