O Banco Central do Brasil (BC) avançou em um processo de contratação ligado à Hypernative, empresa de segurança e inteligência de risco em tempo real para ambientes blockchain. O movimento reforça a pressão por controles mais fortes em ativos digitais e segurança cibernética no país.
O que aconteceu: a empresa passou a disputar uma contratação relacionada ao BC depois de apresentar soluções de segurança preventiva, voltadas a identificar sinais de risco antes que eles virem incidente. A formalização ainda não foi concluída.
Por que importa: o BC vem endurecendo exigências para prestadores de serviços de ativos virtuais, com foco em capacidade técnica, operação, recuperação e controle em situações de incidente. Para bancos, corretoras, fintechs e custodiantes, isso eleva a barra de compliance (cumprimento de regras) e governança (controle interno).
No Brasil, a discussão não é só sobre tecnologia: ela também encosta em regulação, risco operacional e na forma como instituições vão lidar com tokenização, stablecoins e infraestrutura digital.
Na Blockchain.RIO 2026, Guilherme Wenceloski afirmou que a América Latina está deixando o rastreamento pós-incidente e migrando para a inteligência preventiva. Ele também apresentou a keynote “Proactive Security for Onchain Finance” no Main Stage em 13 de agosto.
A Hypernative diz ter evitado mais de US$ 3 bilhões em perdas em mais de 75 blockchains, com resultados verificáveis on-chain (registrados diretamente na blockchain), e afirma ter a confiança de mais de 350 organizações.




