A OKX colocou em pauta três frentes no Blockchain.RIO: as exigências regulatórias do Banco Central do Brasil para PSAVs (Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais), a infraestrutura para uso institucional e os pagamentos com Inteligência Artificial.
No painel “Por que tantos projetos estão abandonando o Brasil”, Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil, disse que o setor precisa lidar com capital regulatório mais robusto, com diretorias de risco, financeira e jurídica. Ele também afirmou que quem ainda não se adaptou às novas regras pode não conseguir cumprir os prazos regulatórios.
O que aconteceu: a empresa defendeu que o enquadramento formal traz mais segurança jurídica, ajuda a atrair investimentos e pode abrir espaço para expansão do mercado no país. Ao mesmo tempo, a OKX disse que manter exigências de KYC (identificação do cliente) e rastreio de transações é parte desse processo.
Para o leitor brasileiro, isso afeta diretamente corretoras, prestadores de serviço e a forma como cripto pode ser ofertado sob regras do Banco Central.
Prova de Reservas e custódia
No painel “A Nova Geração de Produtos e Soluções em Ativos Digitais”, Sacamone afirmou que o foco do mercado deve ser reduzir a complexidade para o usuário final sem afrouxar o compliance (cumprimento de regras). A OKX também destacou a Prova de Reservas, prática que diz manter desde 2019.
A empresa apontou ainda a custódia institucional (guarda por instituições especializadas) como alternativa à auto custódia (quando o próprio usuário guarda seus ativos), citando riscos operacionais para o público em geral. Entre os próximos movimentos do setor, a corretora mencionou tokenização de equities (ações), negociação e monitoramento regulado do uso de em operações (entre países).




