A CVM se reuniu na segunda-feira, 17, com a CFTC em Washington para tratar de inovações financeiras e do papel dos reguladores no mercado de tokenização de ativos. Participaram do encontro o presidente da autarquia brasileira, Otto Lobo, e o superintendente da SDE, José Alexandre Vasco.

O que aconteceu: Os representantes da CVM foram recebidos por Mel Gunewardena, diretor do Escritório de Assuntos Internacionais da CFTC. Segundo a autarquia brasileira, a conversa girou em torno da tokenização do mercado financeiro, ou seja, da representação de ativos em infraestrutura digital.

Por que importa: A CFTC e a CVM assumiram o compromisso de estreitar a relação técnica para lidar com mercados financeiros inovadores. A cooperação pode avançar em temas de interesse comum também em fóruns internacionais.

Nos bastidores: Gunewardena demonstrou conhecer os avanços recentes da tokenização no mercado de capitais brasileiro. Ele já trabalhou no mercado local no início dos anos 2000 e também atua como consultor sênior de Mercados para o presidente da CFTC, Michael Selig.

Para o mercado brasileiro, esse movimento reforça a tentativa da CVM de alinhar a discussão sobre tokenização com reguladores centrais dos EUA, num momento em que o Brasil mantém um grupo de trabalho dedicado ao tema.

A agenda da CVM nos Estados Unidos já havia incluído uma reunião com a SEC na sexta-feira, 14. Na ocasião, o regulador brasileiro também discutiu a tokenização do mercado de capitais e conversou com integrantes da força-tarefa de criptomoedas da divisão norte-americana liderada por Paul Atkins.

Desde 11 de agosto, a autarquia brasileira cumpre missão oficial nos EUA para acompanhar como o mercado americano vem se desenvolvendo. No Brasil, a abriu no fim de julho de o Grupo de Trabalho de Tokenização e mantém conversas com o mercado sobre a regulação do setor.