O fundador da Bitmart, Sheldon Xia, disse nesta segunda-feira (17) que a conta oficial da corretora no X em idioma chinês foi invadida. Segundo ele, publicações sobre o encerramento da exchange e acusações envolvendo clientes e funcionários não partiram da empresa.

O que aconteceu: Xia afirmou que houve acesso não autorizado ao perfil e disse que o caso faz parte de uma campanha de difamação. Ele também declarou que não existe prioridade em saques e que pretende pedir investigação às autoridades sobre a possível invasão.

As mensagens publicadas na conta afirmavam que usuários estariam com fundos retidos e que ex-funcionários não teriam recebido o último salário. Em uma das postagens, o texto dizia que, para muitos clientes, o dinheiro preso na BitMart representaria “as economias de uma vida inteira” ou mais de uma década de trabalho.

Por que importa: os relatos de bloqueio em saques não se limitam à conta hackeada. Um investidor brasileiro disse que tenta retirar o saldo desde 29 de julho, sem sucesso, e recebe apenas mensagens de erro. Em comunidades da própria corretora no Reddit e no grupo Bitmart Português no Telegram, outros usuários relatam problemas parecidos e falta de suporte.

No X, um perfil identificado como nobu_onion afirmou ter quase 3 BTC presos na plataforma, avaliados em US$ 187 mil (aprox. R$ 1,0 milhão), e disse que os pedidos de saque vêm sendo cancelados automaticamente há quase um mês.

Para o leitor brasileiro, o caso acende um alerta sobre risco de custódia: quando os criptoativos ficam parados na corretora, você depende da plataforma para conseguir sacar.

Até agora, os perfis oficiais da Bitmart não deram explicações públicas sobre a suspensão dos saques. Clientes no Brasil e em outros países seguem à espera de uma posição oficial da empresa.