O Goldman Sachs fechou um acordo em dinheiro e ações de US$ 2,25 bilhões (aprox. R$ 13 bi) com a NEOS, gestora especializada em estratégias de renda com opções. A operação entrega ao banco uma entrada imediata em um nicho de ETFs de cripto no qual ele ainda tinha presença apenas formal.

O que aconteceu: a compra incorpora ao negócio da Goldman Sachs o fundo de Bitcoin da NEOS baseado em covered call, avaliado em cerca de US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bi). Covered call é uma estratégia que busca gerar renda com opções, abrindo mão de parte do potencial de alta em troca de receita recorrente.

Por que importa: o acordo dá escala instantânea ao banco em uma fatia específica do mercado de ETFs ligados a cripto: produtos de renda sobre Bitcoin. Em vez de construir essa operação do zero, o Goldman Sachs passa a assumir um negócio já montado.

Para o leitor brasileiro, o movimento mostra como grandes instituições tradicionais seguem ocupando espaços mais específicos do mercado de cripto, além da simples exposição ao preço do BTC.