A OranjeBTC informou que vai lançar o DIGY11, descrito como o primeiro ETF da B3 voltado a ações preferenciais internacionais de empresas do ecossistema do Bitcoin (BTC). A estreia está prevista para setembro de 2026, com distribuição mensal em reais e proteção cambial.
A carteira inicial terá papéis da Strategy (STRC) e da Strive (SATA), apontadas pela gestora como a primeira e a sétima maiores detentoras de bitcoin do mundo. O fundo será gerido pela 3R Investimentos e seguirá o índice MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index, criado pela MarketVector, empresa do grupo VanEck.
O que o produto faz: o DIGY11 não compra Bitcoin diretamente. A estratégia é investir em ações preferenciais de companhias ligadas ao setor, estruturadas para pagar distribuições recorrentes em dólar, depois convertidas e repassadas em reais aos cotistas, descontadas as despesas do fundo.
Em números: a OranjeBTC estima rendimento anual de CDI + 3% a 5% nas condições atuais de mercado, sem considerar a oscilação das cotas. A taxa de gestão será de 0,90% ao ano, e a tributação estimada sobre as distribuições é de 15%, conforme a regra aplicável.
Guilherme Gomes, CEO da OranjeBTC, disse que essas ações preferenciais levantaram quase US$ 11 bilhões (aprox. R$ 60,5 bi) desde o começo do ano. Segundo ele, os ativos da carteira tiveram, até agora, volatilidade menor que a do próprio BTC, apesar do histórico ainda curto.
A gestora também citou a estrutura patrimonial das empresas emissoras como parte da tese do produto. Pelos dados apresentados, as reservas combinadas de Strategy e Strive equivalem a cerca de US$ 2,80 (aprox. R$ 15,4) em caixa e US$ 28 (aprox. R$ 154) em bitcoin para cada (aprox. ) distribuído anualmente. A própria gestora ressalta que isso não representa garantia de pagamento nem de rentabilidade.



