A inflação de julho nos EUA desacelerou para 3,4% em 12 meses, ante 3,5% em junho, e reforçou a expectativa de que o Fed mantenha os juros na próxima reunião. O mercado reagiu rápido: o ouro subiu 0,5%, para cerca de US$ 4.436 (aprox. R$ 24,8 mil) por onça, enquanto o Bitcoin (BTC) avançou, mas sem confirmar um fundo de ciclo.
O que aconteceu: o CPI (índice de preços ao consumidor) subiu 0,1% em julho na comparação mensal. A inflação núcleo caiu para 2,5%, o menor nível desde fevereiro. A gasolina mais barata, com recuo de 2,9% no mês, pesou no resultado. Depois da divulgação, o CME FedWatch passou a indicar 61,9% de probabilidade de manutenção dos juros pelo Fed em setembro.
Em números: o BTC subiu 0,6%, para US$ 64.051 (aprox. R$ 358,7 mil). O Ethereum (ETH) ganhou 1,5%, para US$ 1.909 (aprox. R$ 10,7 mil). Solana avançou 0,8% e XRP, 0,2%. Segundo o texto, o movimento também teve apoio do fluxo constante para os ETFs spot de Bitcoin.
Lindsay Rosner, da Goldman Sachs Asset Management, avaliou o relatório como positivo por ampliar a margem para os formuladores de política monetária manterem os juros. Já o economista Peter Schiff discordou. Para ele, a alta de apenas 0,1% no CPI de julho é “ilusória”, porque o dado ainda refletiria a forte queda do petróleo em maio, e não a recuperação dos preços de energia ao longo de julho.
Por que importa: a CryptoQuant identificou no indicador aNUPL (métrica que mede ganhos e perdas ainda não realizados dos investidores) uma condição que já apareceu em fundos importantes do Bitcoin. A diferença agora é que ainda não houve a venda em pânico que marcou os ciclos de baixa anteriores. Em e , esse padrão coincidiu com mínimas mais profundas. Hoje, o está cerca de abaixo do topo, bem menos que a queda de vista naquele fundo anterior.



