Julho terminou como o segundo pior mês de 2026 para roubos no mercado de criptomoedas. Segundo a DefiLlama, hackers levaram US$ 247,4 milhões (aprox. R$ 1,4 bi) no período, mais que o triplo das perdas de junho, de US$ 75 milhões (aprox. R$ 435 mi), e bem acima dos US$ 60 milhões (aprox. R$ 348 mi) registrados em maio.
O que aconteceu: a maior perda do mês veio da vulnerabilidade explorada na Coldcard. De acordo com a Galaxy Digital, ao menos US$ 100 milhões em Bitcoin (BTC) (aprox. R$ 580 mi) foram roubados de 7.300 carteiras em três ondas de ataque já confirmadas.
Em números: a Galaxy Digital também apontou uma possível quarta onda, que pode elevar o prejuízo total para cerca de US$ 130 milhões (aprox. R$ 754 mi). Já o monitoramento da DefiLlama calcula as perdas ligadas à falha da Coldcard em US$ 115 milhões (aprox. R$ 667 mi).
Para o leitor brasileiro, o caso reforça um ponto básico: guardar cripto por conta própria exige atenção redobrada com a segurança da carteira e com falhas técnicas que podem afetar até soluções conhecidas.
Abril segue como o pior mês do ano até agora, com US$ 644 milhões (aprox. R$ 3,7 bi) roubados. Julho ficou logo atrás, puxado principalmente pelo ataque que atingiu a Coldcard.




