A MARA Holdings reportou prejuízo líquido de US$ 611,3 milhões (aprox. R$ 3,5 bi) em seu resultado trimestral divulgado nesta sexta-feira. A receita caiu 27% em um ano, para US$ 174,9 milhões (aprox. R$ 1,0 bi), enquanto o Ebitda ajustado (indicador usado para medir a geração de caixa) ficou negativo em US$ 360,9 milhões (aprox. R$ 2,1 bi).

O que aconteceu: o desempenho financeiro piorou apesar do avanço na operação de mineração. A empresa produziu 2.422 BTC no trimestre, alta de 3%, e elevou seu hashrate energizado (potência computacional usada para minerar) para 70,3 EH/s, avanço de 22% sobre os 57,4 EH/s de um ano antes.

Em números: a companhia vendeu 2.213 BTC no trimestre, depois de já ter vendido 20.880 BTC no primeiro trimestre. O custo por petahash por dia caiu de US$ 28,70 para US$ 27,70, e o número de blocos minerados subiu 1%, para 700.

A queda da receita foi atribuída ao recuo no preço médio do BTC no período. Segundo a própria empresa, o valor médio por bitcoin minerado caiu de US$ 98.975 (aprox. R$ 574 mil) no segundo trimestre de 2025 para US$ 71.325 (aprox. R$ 414 mil) no mesmo intervalo de 2026.

Próximos passos: depois do fechamento do trimestre, a MARA ofereceu 18.750 BTC como garantia em operações de crédito e manteve a expansão de sua estratégia ligada à inteligência artificial (IA). A empresa prevê duas linhas de crédito estruturadas que podem acrescentar US$ 600 milhões (aprox. R$ 3,5 bi) em capacidade de financiamento, inclusive para a compra planejada da Long Ridge, companhia de energia dos Estados Unidos que opera uma usina a gás natural em .