O governo dos Estados Unidos entrou com uma ação nesta segunda-feira (17) contra Edward Zimbardi, acusado de comandar o esquema The Crypto Program, que teria arrecadado US$ 165 milhões (aprox. R$ 907,5 milhões).

Segundo as investigações, o grupo prometia retornos mensais garantidos de 25% em pacotes de publicidade, o que equivaleria a cerca de 300% ao ano. O esquema teria funcionado entre junho de 2022 e agosto de 2023.

O que aconteceu: Zimbardi teria perdido US$ 34 milhões em operações cambiais arriscadas e, para tapar o rombo, usado o dinheiro de novos investidores para pagar os anteriores. Esse é o funcionamento clássico de um esquema Ponzi (quando o dinheiro que entra depois sustenta os pagamentos prometidos antes).

O processo também afirma que ele usou pelo menos US$ 10 milhões em despesas pessoais, incluindo uma casa para o filho, veículos de luxo e pensão para a ex-esposa. Quando o esquema colapsou, ele viajou para o Havaí e depois para Fiji, onde teria vivido cerca de um ano antes de ser deportado para os EUA.

Para o leitor brasileiro, o caso reforça um alerta básico: promessa de rendimento alto e fixo em cripto costuma ser sinal de fraude, não de oportunidade.

O FBI passou a procurar vítimas do The Crypto Program, que depois mudou o nome para Amsys, para tentar identificar prejudicados e ajudar em eventual restituição. Zimbardi responde a 12 acusações de fraude eletrônica, 12 de lavagem de dinheiro, uma acusação de denúncia criminal federal e uma de conspiração para lavagem de dinheiro.