A Latam Digital Assets Conf ocorrerá em 20 e 21 de agosto, em Buenos Aires, reunindo bancos, fintechs, reguladores e investidores para discutir stablecoins, tokenização (transformação de ativos em versões digitais negociáveis) e regras para finanças digitais na América Latina.
Por que importa: o evento acontece num momento de avanço institucional no setor. O JPMorgan lançou sua moeda institucional digital no fim de 2025, o fundo tokenizado da BlackRock já supera US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bi) em ativos, e a DTCC iniciou um serviço de tokenização com dezenas de empresas financeiras.
Em números: na Argentina, as stablecoins já respondem por mais de 60% da atividade cripto. Na Bitso Business, seis em cada dez novos clientes corporativos em 2026 foram bancos ou instituições financeiras tradicionais. Um estudo da EY com a Taquion também mostrou que um em cada dois argentinos gostaria que bancos tradicionais oferecessem serviços ligados a ativos digitais.
O que aconteceu: o ambiente regulatório argentino acompanhou esse movimento. O Decreto 475/2026 alinhou a tributação de cripto com a de outras atividades financeiras, enquanto a CNV passou a supervisionar um registro de prestadores de serviços de ativos virtuais e um regime de tokenização em expansão. A conferência vai tratar desses temas em painéis e sessões de trabalho entre os setores público e privado, além de abordar pagamentos e finanças descentralizadas institucionais (uso de ferramentas de DeFi por grandes empresas e bancos).
Para o leitor brasileiro, o encontro ajuda a medir como a América Latina está tratando regulação, impostos e uso institucional de cripto, temas que também entram no radar de BCB e CVM.
Segundo , managing director da , a região atravessa um ponto de virada e as instituições já deixaram de discutir se devem entrar no ecossistema (infraestrutura baseada em blockchain) para começar a construir esse mercado. Entre os palestrantes confirmados estão , , (), (), (), (), (), (), (), (), (), (), () e ().




